Sunday, September 3, 2017

A minha estufa (Parte 3) Obras de alvenaria prontas!

Finalmente!

Se bem se lembram, a estufa está a ser construída no local onde já estava uma construção pensada originalmente para outro fim (vejam o post de Julho "A minha estufa (Parte 1) Implantação").
Esta construção original tinha que ser muito modificada, e as obras de alvenaria acabaram ontem à tarde.
O cimento ainda não secou!

Todas as paredes interiores foram demolidas, deixando apenas as exteriores, e o chão foi aumentado até aos limites definitivos da estufa.
Será sobre estas paredes que assentará um "chapéu" em estrutura metálica que será forrado com placas de policarbonato.



Mais luz!!!

Ficou registado que as últimas palavras de Goethe antes de morrer foram um pedido:
Mehr licht!

Depois de muito pensar, e ouvidas as opiniões de vários amigos mais experientes nestas coisas, foi parcialmente demolida a parede voltada a Sudoeste, que passará também a ser em policarbonato.
Por um lado isto cria um problema, que me foi imediatamente apontado: com iluminação lateral lá terei muitas plantas a espreitar para o vizinho, porque, crescendo na direcção da luz se vão inclinar para o lado; no entanto, penso eu, traz um aumento da luz que entra durante a tarde, o que será uma vantagem, especialmente no Inverno.

A luz é o factor mais importante numa estufa como a minha, construída num local muito pouco adequado: é possível aumentar a temperatura instalando aquecimento; é possível aumentar a humidade com um humidificador ultrassónico; é muito difícil arrefecer a estufa e ainda mais difícil aumentar a luz que entra. Vou tentar aproveitar qualquer oportunidade que tenha para satisfazer o pedido do primo Johan Wolfgang...



O preço a pagar...

Junto a esta parede, agora demolida, está uma tangerineira, que faz bastante sombra. A pobre ainda não sabe, mas vai transformar-se em espécie migratória e mudar de sítio! É sempre arriscado tentar transplantar árvores estabelecidas, mas os citrinos e as oliveiras são as árvores que mais frequentemente se transplantam (basta ver a quantidade delas que aparecem à venda em grandes contentores nos Garden Centers mais caros...).
Vou aplicar tudo o que aprendi para garantir que a bicha sobrevive. É um projecto por fases e vai levar dois anos.
Aqui estão as fotografias do resultado das obras:




Aqui olhamos para Nor-Nordeste. À direita da estufa vê-se a capoeira e, ao fundo, um buraco de 1,0m x 0,40 m que será um respirador, para admissão de ar frio.
Vejam o volume da sebe de loureiros: tira um pouco de luz de Nascente e terá que ser podada, mas conto com ela para proteger a estufa dos ventos de Norte.



Aqui, a parede voltada a Sul-Sudoeste de que falei e que não era originalmente para ser demolida.
O muro de base, com cerca de 0,75m, é necessário porque este espaço foi cortado no terreno e por trás está terra. Mesmo em frente vê-se a tangerineira de que vos falei e, à direita, um pessegueiro; o pessegueiro é alto e faz algum ensombramento ao fim da tarde, mas, sendo de folha caduca, não vai cortar muita luz no Inverno, altura em que ela é mais necessária.
À esquerda vemos o murete de apoio para a estrutura metálica, com 0,25m, e o espaço para a porta de entrada. A porta terá 1,40m em duas folhas, para se poder entrar e sair sem perder muito calor, mas, abrindo ambas as folhas, ter acesso para objectos volumosos.


Size matters...

As dimensões internas são 8,40m x 4,40m: Trinta e sete metros quadrados!
É desta que eu vou ter um Grammatophyllum...

O que acham? As vossas opiniões são preciosas...


Vale!


1 comment:

  1. Prontos sabe qual era minha opinião ;-) Acho que fez mal em ter demolido as paredes interiores pois isso permitia criar uma estufa quente. Assim vai gastar mais energia para aquecer esse espaço todo

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