Thursday, July 27, 2017

A minha estufa (Parte 1) Implantação

In a hole in the ground there lived a Hobbit greenhouse...


A minha estufa vai ficar num sítio que está longe do óptimo. Fica, no entanto, no único sítio em pode ficar, pelo que não vale a pena chorar sobre o assunto.
Em vez disso, no planeamento da sua construção e organização, tive em conta os problemas criados pelo local em que está/vai ficar implantada. As Vossas ideias e sugestões são bem-vindas e podem ajudar-me muito... Façam favor!

A "reconversão"


Como disse no primeiro post do blog, tive, em tempos, o projecto de criar coelhos e canários e, ao lado da capoeira das galinhas, comecei a construir um anexo para isso; pela razão também já falada esse projecto foi abandonado e, num canto do terreno, ficaram as paredes abandonadas para grande desgosto da minha esposa... São estas "neo-ruínas" que vão ser convertidas em Orchid House (fica sempre mais bonito em estrangeiro...).
Podem ver alguma coisa na foto abaixo:




Estamos aqui a olhar para Nor-Nordeste. A construção à direita, com telhado verde, é a capoeira, mas, o que vos queria mostrar, é que o sítio está rodeado de árvores.
Ao fundo vêem uma sebe de loureiros que tem hoje cerca de 8 m de altura. e vê-se que, por trás da construção há mais árvores. O que não se vê, e é importante, é que as paredes estão construídas num "buraco": atrás da parede do fundo do lado esquerdo o terreno tem cerca de 1,5 m de altura, e está plantado con arbustos que atingem uns 6 m de altura em relação ao chão da construção. Apesar de essa parede do fundo estar voltada a Noroeste, dali nunca virá luz nenhuma.
Apesar de reduzir muito a luz estas árvores têm uma vantagem: protegem o sítio dos ventos frios do quadrante Norte, o que será importante para a manutenção da temperatura no Inverno.
Se repararem bem, vêm que o local onde está o "fotógrafo" também é sobre-elevado em relação ao chão da construção. Aqui o desnível vai desde cerca de 1 m à esquerda até cerca de 60 cm à direita.
Uma última coisa que se vê na fotografia é que a capoeira, apesar de ser em rede e com tecto translúcido, vai tirar bastante luz. É assim. Não há remédio. Vou ter que pensar que as plantas mais exigentes em luz têm que ficar concentradas na parte que fica mais próxima do sítio de onde foi tirada a fotografia (na zona da esquerda no desenho).

O plano do local


O desenho abaixo mostra o local e as construções actuais (também mostra que eu não conseguiria ganhar a vida como desenhador, mas isso são outros quinhentos.)
As paredes representadas a cheio manter-se-ão na estufa. As outras paredes serão demolidas.





A estufa...


O que farei será aproveitar ao máximo o espaço disponível.
Manterei, por razões óbvias, as paredes que suportam as terras, e construirei uma nova "parede" voltada a Sudeste. As paredes representados a traço simples serão num estrutura metálica coberta com placas de policarbonato alveolar de 10 mm tal como todo o telhado, que terá uma só água, correndo de Noroeste para Sudeste.
A parede representada em riscado diagonal será demolida desde o topo até cerca de 1 m acima do chão e, nesse espaço, levará um painel de policarbonato de 1,40 m de altura por 2,80 m de comprido, que vai ajudar a aproveitar melhor a luz da manhã durante o Inverno.
A parede da Frente (Sudeste) terá 2,5 m de altura, e a de trás (Noroeste) terá 2,8m.
A estufa ficará com uma divisória interior, e a área da esquerda será aquecida no para manter 16ºC de mínima.
O importante é que, não sendo perfeito, me vai dar bastante espaço!
Vejam:




E pronto! Fico por aqui e vou mas é reenvasar plantas, que isto dos computadores é muito bonito mas não dá flores (nem raízes).
No próximo post vou mostrar-vos o que penso fazer na construção para garantir uma boa ventilação.

Vale!

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